BANDA DE MÚSICA DA PMMA É CONSIDERADA PATRIMÔNIO CULTURAL IMATERIAL DO MARANHÃO

O Governo do Estado do Maranhão sancionou a lei n° 10.962/2018, que declara Patrimônio Cultural Imaterial do Maranhão a Banda de Música João Carlos Dias Nazaré da Polícia Militar do Maranhão, o projeto foi uma iniciativa do Instituto Soldado Fernandes “Pantera”, sancionado no último dia 06 de dezembro.

A banda de música da Polícia militar faz ensaios diários no quartel do comando geral, tem um repertório variado que vai desde as músicas da instituição à música popular brasileira, mantendo-se sempre atualizada com as tendências musicais de cada período festivo.

CONHEÇA NOSSA BANDA

Com a criação do Corpo de Polícia por meio da Lei Provincial n.º 21 de 17 de junho de 1836, pelo Presidente da Província foi também criada a Banda de Música e inicialmente teve como mestre da Banda um sargento, em 22 de novembro de 1889 a Junta provisória extinguiu o Corpo de Polícia e consequentemente a Banda de Música e os instrumentos foram doados para Escola de Aprendiz de Marinheiro que funcionou no prédio onde atualmente funciona a Reitoria da Universidade Federal.

Em 1891, o governo do estado acolhendo a proposta do Major Comandante interino do Corpo Militar de Polícia, nomeou o professor de música Euclides José de Nazareth para lugar de Mestre da banda do sobredito Corpo. E firmou um contrato, celebrado pelo Comandante e vinte e seis cidadãos dedicado à profissão musical, para organização desta banda de música. Portaria datada de 29 de abril de 1891

Nos anos seguintes a Banda de Música foi se estruturando paulatinamente, nesse mesmo ano o seu efetivo foi elevado para 28 músicos Decreto n.º 78 de 29 de abril de 1891, sendo depois esses músicos divididos em primeira, segunda e terceira classe pertencentes à primeira companhia do Corpo de Infantaria. Lei n.º 87 de 4 de setembro de 1894.

Em 1916, a Banda de Música já contava com um efetivo de 27 músicos, sendo um inspetor ensaiador, um mestre de música, sete músicos de 1ª classe, oito músicos de 2ª classe e dez músicos de terceira classe. Ao passo que já em 1920 já contava com um 1º Sargento mestre de música, um 2º Sargento contra mestre, onze músicos de 1ª classe, dez músicos de 2ª classe, dez músicos de 3ª classe e três músicos de pancadaria.

Em julho de 1922, em ato solene presidida pelo Comandante da Força Pública Major Ulisses César Marques, é inaugurado o novo Salão da Banda de Música e Louvor sediado no Quartel da rua da Palma. Na solenidade estavam presentes ainda, o Exmº. Dr. Raul da Cunha Machado, Benemérito Presidente do Estado, o Secretário do Estado da Justiça e Segurança, Dr. Theodoro Bernardino Rosa e o Instrutor da Força, Sr. 1º Tenente do Exército Dr. Rodofho Figueiredo de Sousa.

Por meio do Decreto n.º 156 de 6 de agosto de 1931, foi concedido honras de 2º Tenente ao 1º Sargento mestre da Banda de Música da Força Pública do Estado. Em 1956, a banda de música em sua nova organização, contava com um 2º Tenente mestre, um Sub Tenente contra mestre, dez 1º sargentos músicos, doze 2º sargentos, treze 3º Sargentos músicos e cinco cabos. Pela nova organização não tinha soldado no quadro efetivo. Pela Lei n.º 1.407, de 29 de dezembro de 1956, posteriormente, com a elevação de seu efetivo para o ano de 1976, o cargo de mestre da Banda de Música passou a ser ocupado por um 1º Tenente. Pela Lei n.º 3.713 de 27 de novembro de 1975.

Em 1968, no Governo Luis Rocha, e no Comando do Coronel PM Jorge Fonseca de Oliveira houve a descentralização da banda de música, com a criação da banda do 2º BPM Caxias, tendo como Regente o 1º Tenente QOE Raimundo Nascimento de Oliveira e no 3º BPM – Imperatriz, sob a regência do Subtenente Luis Pereira de Sousa que, posteriormente (1988) por necessidade do serviço foi incorporada à Banda do Comando Geral, permanecendo no interior apenas a do 2º BPM.

Músicos de destaque e excelentes compositores passaram por ela: Marcelino May, Alconforado, Álvaro Malhas, Moacir Olegário de Carvalho, Gregório Abreu, Washington Figuerêdo, João Carlos Nazareth, Reinaldo Marques, Zequita, Manoel Pereira de Sousa (Néo), José da Conceição Veloso e Raimundo Nonato Mendonça Cutrim, José Daniel Neves, José Augusto Diniz.

Quem também se destacou como regente foi o subtenente Ernani Mario de Azevedo (hoje capitão da reserva remunerada). A Banda ficou por muito tempo sob sua regência, época em que recebeu o nome de Banda João Carlos Dias Nazareth, em homenagem ao pai da cantora maranhense Alcione.

Atualmente é regida pelo major José de Jesus Pereira. Sob seu comando a Banda deu início ao relevante projeto social da escolinha de música “Dó Ré Mi” que forma sua primeira turma com mais de cem alunos de comunidades carentes.