Entrevista: Assessoria de Comunicação e Imagem Organizacional

Tenente Kléber fala com exclusividade à seção de comunicação social

5ª Seção PM

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Crises podem ocorrer a qualquer momento. Então, as organizações não podem ficar paradas. Entre muitas ações, uma que deve ser pensada é como cuidar da imagem organizacional. O ideal é prevenir-se.

Para falar um pouco sobre esse assunto, o 1º Tenente QOPM Elenilson Kléber Viégas Barros, da Comunicação Social do Polícia Militar do Maranhão, concedeu, na tarde de 10 de agosto de 2017, no Quartel do Comando Geral,  entrevista à equipe de reportagem da 5ª Seção do EMG – PMMA.

Pós-Graduado em Comunicação Social, no ano de 2016, pelo Centro de Estudos de Pessoal e Forte Duque de Caxias (CEP/FDC), instituição de ensino do Exército Brasileiro, Tenente Kléber, já há muito tempo milita na área de comunicação e organizações midiáticas. Destaca-se que ele é fotógrafo profissional há 23 anos. Na PMMA, durante os mais de 16 anos de carreira militar, o oficial da PM, desde que ingressou como soldado, em 2001, na corporação, Tenente Kléber, já trabalhou em muitos Batalhões da PM. Possui graduações de Bacharel em Segurança Pública (CFO-PM) e Licenciatura Plena em Matemática, ambas pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). Atualmente, além de oficial de comunicação social, é consultor, pesquisador, ministra aulas de comunicação e media training e desenvolve trabalhos e pesquisas em Comunicação Social com uma equipe multidisciplinar da assessoria de comunicação.

5ª Seção do EMG (PM5) – De que forma a assessoria de comunicação pode agregar valor à imagem da organização?

Tenente Kléber – Assessorando bem o comandante. Preservando os valores da Polícia Militar do Maranhão. Os valores são verificados na confiança que a sociedade tem em relação ao nosso trabalho.

PM5– Falando em boa assessoria, o senhor considera o media training necessário para qualquer chefe de organização?

TK – Considero que sim. É primordial a preparação do porta-voz. Esse preparo é constante, para que não se passe uma informação errada. É preparar o ambiente, saber receber os jornalistas, se preparar fisicamente. Tudo isso caracteriza a nossa imagem.

 PM5 – Sobre o bom relacionamento com jornalistas, como é a relação e o que deve ser evitado para não prejudicá-la? 

TK – É importante você ter esse contato com os jornalistas. Porque facilita a troca de informações. Quando você lida com veículos de comunicação idôneos que têm a responsabilidade social de informar de maneira correta a sociedade, o bom relacionamento é primordial.

PM5 – Nesse contexto, quais as características que o senhor julga necessário um assessor de comunicação ter?

TK – Tem que ser uma pessoa tranquila e centrada. Em todas as situações, principalmente nas crises. Não só tem que ser uma pessoa inteligente, mas tem que ter controle emocional. Tem que ser um profissional ligado à vários aspectos da comunicação. Até mesmo nas mídias sociais digitais.

PM5 – O senhor acha que as mídias sociais ajudam ou prejudicam o trabalho da assessoria de comunicação?

TK – Temos que usar as mídias de forma inteligente. Hoje tudo comunica. Eu consigo aproveitar as informações nas mídias sociais, mas é preciso fazer um filtro para verificar a veracidade.

PM5 – Como cada militar pode ser fonte de boa imagem para a PMMA?

TK – Ele, o policial militar, tem que entender que é importante em todos os aspectos da comunicação. Tem que saber usar as mídias sociais para não comprometer a imagem da Instituição. Nós, da PMMA, trabalhamos nos pilares da hierarquia, disciplina, dos bons valores e tradições.

PM5 – Como a PMMA aborda o tema das mídias sociais sem incorrer em censura?

TK – Todas as orientações são focadas para ensinar o militar a utilizar as mídias sociais ao que realmente interessa no trabalho. Não existe censura, mas sim, mais uma oportunidade de ensinamento para como utilizar mídias sociais em ambiente militar.

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