Grupos Especializados garantem prisões e desarticulação de quadrilhas no estado

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O Governo do Estado tem investido em ações estratégicas de combate a assaltos a bancos na capital e interior.  O trabalho especializado do Departamento de Roubo a Bancos da Superintendência de Investigação Criminal (Seic) e do Curso de Operações de Sobrevivência na Área Rural (Cosar) tem reforçado o conjunto de medidas direcionadas para o combate à criminalidade no interior do estado. As ações integradas entre as Polícias prenderam 16 pessoas somente em 2016.

O grupamento especializado formado no Curso de Operações de Sobrevivência em Área Rural (Cosar) foi enviado para o interior do estado e trabalha no cerco às quadrilhas. A capacitação dos policiais militares que atuam pelo grupo envolveu técnicas de perseguição de criminosos, rastreamento, identificação de explosivos e o trabalho em áreas adversas, com variação de ambientes. O Governo do Maranhão também aparelhou o grupamento para a atuação especializada. Os policiais formados no Cosar receberam armamentos especificamente destinados ao processo de combate a crimes melhor articulados e assaltos de maior porte.

Já pela Polícia Civil, parte dos novos policiais integrados por concurso público às forças de segurança foi designado a departamentos especializados, como o Departamento de Combate a Assaltos a Bancos – uma parte foi destinada ao interior e outra permaneceu em São Luís, na composição da força tarefa da Delegacia de Roubos e Furtos da área metropolitana. Para este departamento, foram selecionadas pessoas a partir de um perfil mais específico, com características e experiências que as habilitam para o trabalho. “Muitos dos escolhidos para este departamento passaram, por exemplo, por outras forças de segurança. Entram para nos auxiliar de forma em direta no combate a essa modalidade criminosa”, disse o delegado geral da Polícia Civil, Lawrence Pereira.

O reforço do trabalho investigativo da Polícia Civil e das rondas e patrulhamento da Polícia Militar permitiu a prisão de assaltantes procurados após explosões de agências no interior do estado. O trabalho já apresenta resultados: em menos de dois meses, foram desmontadas quadrilhas nos municípios de Bacabal, Icatu, Morros, Alto Alegre, Maracaçumé, Pinheiro e São Vicente Férrer.

Quatro suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em assaltos a bancos foram detidos por equipes do Grupo de Operações Especiais (GOE) do10° BPM, em Pinheiro. Na operação foram apreendidos armas e artefatos explosivos que seriam utilizados pelo grupo para cometer os delitos. A operação foi montada com base em denúncias que informavam que o grupo estaria escondido no povoado Barraca e pretendiam assaltas agências de São Bento e São Vicente de Ferrer. Com o bando foram apreendidos dinheiro, um riflex calibre 44, uma pistola 9mm, um revólver calibre 38 e três artefatos explosivos.

O trio foi apresentado na Delegacia Regional de Pinheiro e, posteriormente, encaminhado à Superintendência Estadual de Investigações de Criminais (Seic). Durante a segunda parte da operação, as guarnições de São Vicente de Ferrer prenderam Josenilson e José Ferreira, que também, integravam a quadrilha. O bando foi autuado e encaminhado ao Complexo Penitenciário de Pedrinhas. 

Já investigações no município de Icatu, por exemplo, culminaram na prisão de cinco pessoas após assalto ao banco Bradesco da cidade. A identificação dos suspeitos foi feita com o auxílio de câmeras de segurança. A Polícia também descobriu que uma funcionária do banco – Milena Fernanda Verde, de 26 anos – forneceu informações e facilitou a ação criminosa.

Outra quadrilha interestadual foi desarticulada no final de janeiro com a prisão de quatro de seus integrantes em Imperatriz. Eles assaltavam bancos e foram presos em diligências policiais entre Imperatriz e Estreito. Na casa onde estavam hospedados, foram encontrados armas, munição e equipamentos de arrombamentos de bancos. Outros suspeitos que já tinham passagem pela polícia e planejavam novos assaltos em municípios próximos foram presos após roubarem um banco em Igarapé Grande. Eles também portavam armamento pesado.