Patrulha Maria da Penha concorre a prêmio nacional no Fórum Brasileiro de Segurança pela segunda vez consecutiva

A cada quinze segundos uma mulher é vítima de violência e treze mulheres são assassinadas por dia no país. Contra esses números e no combate à violência doméstica e familiar contra a mulher, a Patrulha Maria da Penha da PMMA atua, 24h por dia, com ações de segurança.

Diante dessas ações e resultados positivos no enfrentamento dessa modalidade de crime, a Patrulha Maria da Penha (PMP) da Polícia Militar do Maranhão concorre pelo segundo ano consecutivo ao selo de práticas inovadoras do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) como atividade no combate à violência contra às mulheres no de ano 2019.

A outorga é concedida às iniciativas que tratam da temática: enfrentamento à violência contra mulher. O prêmio nacional é promovido pela instituição que tem sede em São Paulo e que desde o ano de 2000 reúne grupos de especialistas em segurança pública para debater e discutir o tema em nível nacional. No ano passado a Patrulha Maria da Penha ganhou o selo na categoria destinada a agentes públicos de segurança na ativa.

Neste ano a Patrulha Maria da Penha está concorrendo com o projeto “Patrulha para a tropa”, projeto que consiste na formação de multiplicadores nas unidades da capital e do interior por meio de  visitadas das equipes do Comando de Segurança Comunitária, capacitando os policiais que trabalham no primeiro atendimento (viatura de área) no atendimento das mulheres que são vítimas de violência doméstica. “Esse primeiro atendimento busca uma abordagem humanizada e acolhedora, sem preconceitos, evitando a revitimização”, explicou a coronel Augusta Andrade.

A diretora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), Samira Bueno, acompanhada do pesquisador do FBSP, Dennis Pacheco, participaram no início da manhã de quarta feira (30), de um ciclo de palestras da “Patrulha para a tropa”. Na ocasião os membros do FBSP avaliaram e documentaram o projeto que concorre ao selo FBSP, com centenas de projetos voltados as políticas públicas de segurança. As palestras foram ministradas pela coronel Augusta Andrade, comandante do Comando de Segurança Comunitária e coordenadora Estadual da PMP, pela major Edhyelem Santos, comandante da Patrulha Maria da Penha e pela tenente Camila Cardoso, secretária da Patrulha Maria da Penha.

O evento aconteceu no auditório do quartel do Comando Geral da PM, no Calhau, e contou com a presença do coronel Pedro Ribeiro, subcomandante geral da PMMA, na ocasião representado o coronel Ismael Fonseca, comandante geral da Corporação. Estiveram presentam também o coronel Eurico Alves, subchefe do Estado Maior Geral, além de oficiais e praças da Instituição.

Para a coronel Augusta Andrade, a polícia militar mudou sua visão sobre o atendimento as mulheres vítimas de violência doméstica e o comando da instituição e o governo do estado têm se esforçado para dar maior efetividade na defesa dessa modalidade de crime. “Nossas equipes estão preparadas para prestarem o melhor atendimento possível”, lembrou a oficial.

“A PMP mostrou resultados expressivos que têm resultado em ações consistentes que estão salvando vidas em todo o Estado. Sabemos da importância da capacitação do policial militar desde a primeira abordagem da situação que acolhe e transmite segurança à mulher”, disse Samira Bueno.

O coronel Pedro Ribeiro, agradeceu a presença dos membros do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e parabenizou o trabalho desenvolvido pela Patrulha Maria da Penha que novamente se destaca no âmbito nacional servindo de modelo para outras instituições no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra as mulheres.

A Patrulha Maria da Penha é uma modalidade de policiamento que atua com ações de segurança e no combate à violência doméstica e familiar contra a mulher, dando maior efetividade ao cumprimento da Lei Maria da Penha. Dentre as ações do policiamento da patrulha estão as de fiscalização do cumprimento das medidas protetivas de urgência que são providências garantidas pela lei, bem como é feito o acompanhamento às vítimas, cuja finalidade é garantir a sua proteção e de sua família, dissuadindo e reprimindo o descumprimento de ordem judicial e procedendo aos encaminhamentos das vítimas à rede de atendimento à mulher vítima de violência doméstica.