O Maranhão apresentou redução em importantes indicadores da criminalidade nos primeiros meses de 2026, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Os números refletem o fortalecimento das ações integradas de policiamento, inteligência, investigação e combate às facções criminosas em todas as regiões do estado.
No primeiro quadrimestre do ano, entre janeiro e abril de 2026, o Maranhão registrou queda de 40% nos casos de feminicídio consumado em comparação com o mesmo período de 2025. Foram 15 casos no ano passado, contra 9 neste ano.
Os casos de roubo seguido de morte (latrocínio) também reduziram 37,5% no estado, passando de 24 registros em 2025 para 15 em 2026.
Para a secretária de Estado da Segurança Pública, coronel Augusta Andrade, os resultados refletem o fortalecimento das ações integradas e dos investimentos realizados pelo Governo do Maranhão na área da segurança pública.
“Temos atuado com planejamento, inteligência e integração entre as forças de segurança para reduzir os índices de criminalidade e ampliar a segurança da população. Esses resultados mostram que os investimentos em efetivo, tecnologia, estrutura e operações integradas têm fortalecido o enfrentamento ao crime em todo o Maranhão”, destacou a secretária.

No combate aos crimes patrimoniais, os roubos a transeunte apresentaram queda de 39%, com redução de 8.479 para 5.154 ocorrências no comparativo entre janeiro e abril de 2025 e 2026. Os roubos a comércio caíram 33%, os roubos a coletivo reduziram 33% e os roubos a residência tiveram diminuição de 25% em todo o Maranhão.
Outro indicador que apresentou redução foi o roubo de veículos, com queda de 17% no estado. Os casos passaram de 1.108 em 2025 para 925 em 2026. Já os furtos de veículos registraram redução de 33%, saindo de 1.273 para 858 ocorrências.
O Maranhão também registrou aumento de 22,64% nas prisões por cumprimento de mandados judiciais nos primeiros meses de 2026, além de crescimento de 476% nas apreensões de cocaína no estado. Outro dado de destaque foi a redução de 66,07% nos casos de roubo de carga.
O delegado-geral da Polícia Civil do Maranhão, Augusto Barros, ressaltou o avanço das ações investigativas e do combate às organizações criminosas.
“A Polícia Civil vem intensificando as ações de inteligência, investigação e cumprimento de mandados judiciais contra integrantes de facções criminosas e autores de crimes violentos. O aumento das prisões e das apreensões é reflexo direto desse trabalho integrado desenvolvido pelas forças de segurança”, afirmou.
Os resultados refletem os investimentos contínuos realizados pelo Governo do Maranhão na área da segurança pública. Nos últimos anos, foram entregues 930 viaturas às forças de segurança estaduais, realizadas 1.345 nomeações na Polícia Militar do Maranhão (PMMA) e mais de 9 mil promoções nas forças militares estaduais, além de reajuste salarial acumulado de 20% para PMMA e Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA).

Metodologia dos dados
Os indicadores apresentados seguem a metodologia nacional utilizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública para acompanhamento dos índices criminais no país. Já o Atlas da Violência 2026, publicado nesta segunda-feira (26), utiliza metodologia baseada em dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, além de considerar registros classificados como Mortes Violentas por Causa Indeterminada (MVCI), chamadas pelo estudo de “homicídios ocultos”, o que gera divergências em relação aos dados operacionais das secretarias de segurança pública.
Mesmo considerando metodologias diferentes, nenhuma cidade maranhense figura entre as cidades mais violentas do Brasil no ranking nacional divulgado pelo levantamento.