Comandante do 6º BPM é destaque no Jornal Pequeno

MAJOR EDILENE FALA SOBRE MUDANÇAS FEITAS NO 6° BPM E DESCREVE SUA VIDA DE MILITAR

 
   Major Edilene (Comandante do 6º BPM)      A major Edilene Soares da Silva, de 45 anos, comandante do 6° Batalhão de Polícia Militar (BPM), falou, em entrevista ao Jornal Pequeno, sobre as mudanças realizadas por ela na referida unidade militar desde a sua posse, ocorrida em 4 de setembro de 2013. A oficial esmiuçou ações como a oferta de minicursos diversos para os policiais militares sob sua responsabilidade e entrega do “Certificado de Policial Operacional do Mês” para os PM’s que mais produzem em cada período mensal. Além disso, ela descreveu a sua extensa experiência na corporação, que se caracteriza pela valorização da capacidade feminina na execução das devidas funções na PM.

Há cinco meses à frente do 6° BPM, a major Edilene iniciou sua carreira na corporação em 1986, quando tirou o primeiro lugar em um curso para soldado, que terminou no ano seguinte. Logo após, ela passou para o concurso de sargento; e, depois, para um curso de oficial, ocorrido no estado de Pernambuco, entre 1989 e 1991, na Academia de Polícia Militar do Paudalho. Em 1992, a oficial formou a primeira turma de feminino para soldado sob sua responsabilidade, dando fim à tradicional rotina do corte de cabelo das mulheres que almejavam um espaço na Polícia Militar do Maranhão.

No mesmo ano, a comandante do 6° BPM trabalhou no Batalhão de Trânsito, e, em 1993, atuou como ajudante de ordem da então primeira-dama Nice Lobão, tornando-se a primeira mulher a ocupar este posto. Naquele período, a major Edilene concluiu um curso de Comunicação Social no Distrito Federal, com duração de cinco meses e meio. Em 1994, ela trabalhou na 5ª Seção (Ascom da PM), partindo, posteriormente, para o Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cefap), onde formou diversos soldados, misturando, de imediato, homens e mulheres, que, antes, eram separados.

Trabalhou, também, nas 1ª e 3ª Seção do Estado Maior; na Companhia Feminina; Diretoria de Finanças, passando, então, a atuar no interior do Maranhão, operando no 4° BPM de Balsas e na 9ª Companhia Independente de Codó, tornando-se a primeira oficial a trabalhar em localidades externas à capital maranhense; e, ainda, a primeira mulher a comandar a unidade operacional codoense citada anteriormente. Sob o seu comando, a 9ª Cia. Independente de Codó, comentou ela, realizou a maior apreensão de carga roubada registrada no Estado, em 2004, quando um túnel foi localizado (em uma área coberta por areia), escondendo eletrodomésticos “que dariam para encher cinco caminhões”; bem como uma moto e dois Vectras utilizados nos assaltos promovidos pela quadrilha. Naquela ocasião, cinco pessoas foram presas, e o bando foi desarticulado.

Já no 6° BPM, ela lembrou que, assim que tomou posse, retirou 22 PM’s das ruas e os ofertou minicursos sobre temas diversos, como utilização de motocicletas; primeiros socorros; direitos humanos; relações interpessoais e tiro ao alvo, “com duração de uma semana”. O resultado, segundo a oficial, foi surpreendente, e, após retornarem ao trabalho ostensivo, a própria comunidade sentiu a mudança, apoiando a iniciativa.

À frente de uma corporação que abrange 109 bairros da área leste de São Luís – como Cidade Operária – onde fica localizado, São Bernardo, Cidade Olímpica, Santa Clara, Conjunto do São Raimundo, Estiva, Quebra-Pote, Maracanã, Vila Esperança e Rio Grande -, a major Edilene passou a premiar, no mês de dezembro de 2013, aqueles policiais que mais produzirem (prisões, abordagens, boletins de ocorrências) no mês, sendo que, logo de primeira, sete militares foram agraciados com o certificado.

Fora do “campo de batalha”, por outro lado, a major Edilene gosta de jantar fora de casa, almoçar com a família aos domingos e receber amigos em sua residência. De acordo com ela, as comunidades abrangidas pelo 6° BPM a convidam para diversos eventos, pois tem como objetivo valorizar o público interno e o externo. “Quando nós conseguimos realizar isto, a comunidade ajuda, e o trabalho da PM se torna mais produtivo, por meio de uma ação simbiótica entre os moradores e os policiais”, finalizou a oficial.

Obs.: Texto retirado do Jornal Pequeno